Segundo o Dicionário Cartográfico do IBGE: “é o traçado sistemático de linhas numa superfície plana, destinado à representação de paralelos de latitude e meridianos de longitude da Terra ou de parte dela”.
As principais projeções cartográficas são três: Cônica, Plana e Cilíndrica. Veremos uma a uma logo abaixo.
Cônica:

É obtida através da projeção de meridianos e paralelos em um cone tangencial à superfície da Terra, sendo muito utilizada para representar áreas da zona temperada .Neste tipo de projeção somente um hemisfério é representado.
Plana:

Também conhecida como azimutal ou polar,este tipo de projeção é feito a partir do contato de um plano sobre a superfície ,sendo muito utilizada para navegação aérea.
Cilíndrica:

É obtida da mesma forma que a Cônica, mas as projeções são feitas em um cilindro.É a projeção mais utilizada na confecção de mapas -múndi e cartas de navegação.
Projeções cilíndricas: Mercator e Peters.
Mercator:

A projeção de Mercator é a mais utilizada na produção de livros e atlas, portanto a mais familiar aos nossos olhos. Ela foi produzida pelo cartógrafo holandês Gerhard Kramer (Mercator é o nome latino dele) no século XVI, durante a época das grandes navegações. Ela é exata na reprodução das formas dos continentes, mas inexata no que se refere à área, pois a medida que aumenta a latitude as áreas são expandidas.
Peters:

Desenvolvida pelo historiador alemão Arno Peters em 1973, esta projeção da ênfase a área dos continentes, ou seja, o seu tamanho real, mas com os contornos distorcidos, alongados.
A ideologia nas projeções:
A utilização de uma projeção ou de outra pode priorizar ou valorizar certas áreas do globo, demonstrando um caráter político e ideológico. Percebe-se isso na projeção de Mercator, elaborada no sec. XVI, durante a expansão mercantil e colonial da Europa, coloca este continente no centro do mundo, o chamado eurocentrismo, com uma área muito maior do que de fato é , reforçando a idéia de superioridade européia perante outros povos.Já a projeção de Peters que mantém uma proporcionalidade das áreas , remete-nos a uma idéia de igualdade, visto que a representação se dá de forma “natural”, ou seja , representa com mais fidelidade as verdadeiras dimensões dos continentes.


