quarta-feira, 6 de maio de 2009

Aula1- Projeções cartográficas

São formas de representar o globo em um plano, ou seja, é a transferência de um ponto da superfície da Terra para uma posição correspondente na superfície de um mapa, carta e etc.A escolha da projeção depende do uso a que se destina o mapa, pois todos os tipos de projeções terão alguma distorção.
Segundo o Dicionário Cartográfico do IBGE: “é o traçado sistemático de linhas numa superfície plana, destinado à representação de paralelos de latitude e meridianos de longitude da Terra ou de parte dela”.
As principais projeções cartográficas são três: Cônica, Plana e Cilíndrica. Veremos uma a uma logo abaixo.


Cônica:



É obtida através da projeção de meridianos e paralelos em um cone tangencial à superfície da Terra, sendo muito utilizada para representar áreas da zona temperada .Neste tipo de projeção somente um hemisfério é representado.



Plana:




Também conhecida como azimutal ou polar,este tipo de projeção é feito a partir do contato de um plano sobre a superfície ,sendo muito utilizada para navegação aérea.



Cilíndrica:




É obtida da mesma forma que a Cônica, mas as projeções são feitas em um cilindro.É a projeção mais utilizada na confecção de mapas -múndi e cartas de navegação.



Projeções cilíndricas: Mercator e Peters.

Mercator:



A projeção de Mercator é a mais utilizada na produção de livros e atlas, portanto a mais familiar aos nossos olhos. Ela foi produzida pelo cartógrafo holandês Gerhard Kramer (Mercator é o nome latino dele) no século XVI, durante a época das grandes navegações. Ela é exata na reprodução das formas dos continentes, mas inexata no que se refere à área, pois a medida que aumenta a latitude as áreas são expandidas.


Peters:



Desenvolvida pelo historiador alemão Arno Peters em 1973, esta projeção da ênfase a área dos continentes, ou seja, o seu tamanho real, mas com os contornos distorcidos, alongados.


A ideologia nas projeções:
A utilização de uma projeção ou de outra pode priorizar ou valorizar certas áreas do globo, demonstrando um caráter político e ideológico. Percebe-se isso na projeção de Mercator, elaborada no sec. XVI, durante a expansão mercantil e colonial da Europa, coloca este continente no centro do mundo, o chamado eurocentrismo, com uma área muito maior do que de fato é , reforçando a idéia de superioridade européia perante outros povos.Já a projeção de Peters que mantém uma proporcionalidade das áreas , remete-nos a uma idéia de igualdade, visto que a representação se dá de forma “natural”, ou seja , representa com mais fidelidade as verdadeiras dimensões dos continentes.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Aula1- Zonas climáticas da Terra



A distribuição da radiação solar sobre a Terra é desigual,isto deve-se ao fato de o planeta ter uma leve inclinação no seu eixo de rotação, o que determina a existência de cinco zonas climáticas:Zona glacial ártica, Zona temperada do norte, Zona intertropical, Zona temperada do sul e Zona glacial antártica.

Zona intertropical: Situa-se entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio, sendo cortada ao meio pelo equador,é a zona mais quente do planeta.

Zonas temperadas: Situam-se entre os trópicos e os círculos polares.A zona temperada do norte corresponde a faixa que vai do trópico de Câncer ao círculo polar Ártico;a zona temperada do sul situa-se do trópico de Capricórnio ao círculo polar Antártico.Nestas faixas a temperatura é amena, e as estações do ano são bem definidas.

Zonas glaciais: Estas zonas estão restritas aos círculo polares, passam grande parte do ano cobertas de gelo e possuem as menores médias térmicas do planeta.

Aula1-Paralelos



O Plano Equatorial é um plano imaginário perpendicular ao eixo da Terra , com a mesma distância entre os pólos norte e sul.Passando pelo centro da esfera (Terra), ele divide o planeta em duas parte iguais.
Os paralelos são circunferências imaginárias, situadas na superfície da Terra, determinada por planos paralelos ao plano do equatorial.

Latitude é a medida em graus entre um ponto qualquerda superfície do globo, num arco de meridiano, e a linha do Equador.

Os principais paralelos são: Equador 0°, Trópico de Câncer 23°27' N, Trópico de Capricórnio 23°27' S, Círculo Polar Ártico 66°32' N, Círculo Polar Antártico 66°32' S.

Aula1- Meridianos



Semicircunferências imaginárias, situadas na superfície da Terra, cujos extremos coincidem com os pólos norte e sul. O meridiano principal e inicial é o de Greenwich 0°.Os meridianoas dividem o planeta em duas partes : a leste fica situado o Oriente, e a oeste o Ocidente.

Longitude: É a medida em graus entre um ponto qualquer da superfície do globo, num arco de paralelo, e o meridiano de Greenwich.

Principais meridianos:Os principais meridianos do planeta são:Greenwich(0°), e a LID-inha internacional de data-(180°).

domingo, 3 de maio de 2009

Estilo da "dama de ferro" refletia embate de classes

RAFAEL CARIELLO
da Folha de S. Paulo
e PEDRO DIAS LEITE
da Folha de S. Paulo, em Londres

As sucessivas eleições e o estilo duro, quase autoritário, de Margaret Thatcher foram o resultado das conquistas e conflitos --econômicos e sociais-- do modelo de país que ela ajudou a enterrar.

Uma dessas conquistas foi o poder dos sindicatos e a elevação do padrão de vida dos trabalhadores britânicos. Entre 1978 e 1979, na tentativa de conter a inflação, o então governo trabalhista determinou limites ao aumento de salários de funcionários públicos.

Ferroviários, motoristas de ambulância, lixeiros e coveiros, entre outros, fizeram paralisações em protesto.
Um dos grupos mais insatisfeitos com a "chantagem" e a "desordem" --como viam a situação-- impostas ao país pelos sindicatos era uma nova classe média cuja ascensão social se deu justamente como resultado das conquistas do Estado de bem-estar social britânico, vigente desde a década de 40.

Há um exemplo "clichê", diz Tony Judt, autor de "Pós-Guerra" (Objetiva), do representante dessa nova classe, que em 1979 pendeu para Thatcher. "Um corretor imobiliário, cujo pai havia sido operário numa fábrica de carros, e que agora usa gravata, tem sua própria casa, embora na verdade não tenha lá muito dinheiro."


A então premiê Margaret Thatcher passeia de tanque durante visita a pelotão na Alemanha Ocidental, em 1987

"Essa classe de pessoas que ascenderam socialmente, que não eram sindicalizadas, e pertenciam majoritariamente ao setor de serviços, compunha a "foto" sociológica do eleitor de Thatcher", ele diz.

O também historiador Kenneth Maxwell diz que havia claramente uma oposição entre os dois grupos.
"Era uma situação de crise, e ela recebeu o mandato para enfrentá-la. Capturou essa fantasia de uma classe média que se acreditava o que havia de melhor no Reino Unido do pós-guerra, e entregou o que prometia -uma política fiscal restritiva, limpar e acabar com o poder dos sindicatos."

É possível entender, assim, que seu estilo de confronto --com sindicatos, com a oposição-- fizesse tanto sucesso político com os eleitores.

Mineiros e Malvinas

Assim foi forjada a ideia da "dama de ferro", que em 1984 e 1985 enfrentou uma dura greve de mineiros, que durou um ano, sem fazer concessões. Ao final, a derrota desse grupo, somada a reformas trabalhistas, representou uma pá de cal no movimento operário no país.

A consolidação de sua liderança, dizem os historiadores, viera antes, em 1982, durante a Guerra das Malvinas. A vitória britânica sobre a Argentina, que reclamava como suas as ilhas que eram território do Reino Unido desde o século 19, reforçou não só sua imagem como a do próprio país.

Para Tony Judt, Thatcher usou a guerra como "um símbolo duplo": "Da sua força e decisão, e da recuperação do Reino Unido de sua decadência --econômica e imperial-- e fraqueza nos anos 70."

Maxwell vê num "comprometimento pessoal" da primeira-ministra a possibilidade de vitória contra a Argentina. "Quando você pensa que as frotas tiveram que atravessar o Atlântico.... Um outro líder, eu creio, teria cedido. Foi aí que o seu caráter durão funcionou", ele diz. "Depois disso, ela se tornou mais e mais autoritária."

O uso que Thatcher fez do apoio e poder acumulados criou uma espécie de paradoxo entre sua atuação política e seus ideais liberais nos campos social e econômico.

A grande defensora da redução dos poderes do Estado centralizou o poder, limitando e até cassando poderes locais. Sete grandes administrações regionais, todas encabeçadas por trabalhistas, foram extintas em 1986, entre eles o Greater London Council.

Em 2000, já sob governo trabalhista, a figura de um "prefeito" para Londres foi recriada. O eleito de certa forma reassumia o poder, embora formalmente os cargos fossem distintos, já que o trabalhista Ken Livingstone administrava a cidade quando sua função foi extinta, em 1986.

No dia da posse, começou assim o seu discurso para os londrinos: "Como eu estava falando antes de ser tão rudemente interrompido 14 anos atrás...".

sábado, 2 de maio de 2009